Maria Ferreira: de compradora a nail designer apaixonada, em apenas dois anos e meio

A história de Maria Ferreira com a Nail Design começou de um jeito que ela mesma não esperava. Em fevereiro de 2024, por indicação de uma amiga, fez seu primeiro curso com a Rafa Poppet. Na época, trabalhava como compradora em uma grande rede de drogarias e atravessava um momento de desmotivação profissional — sabia que precisava mudar, mas ainda não sabia para onde. Confessa que, até então, nem imaginava trabalhar com unhas: não sabia sequer pegar em um alicate. Mas quando fez o curso, foi amor à primeira vista. Se identificou com a profissão de um jeito que não conseguia explicar.

Em março de 2024, começou atendendo modelos, cobrando R$ 50 e deixando claro para cada uma que ainda estava em fase de aprendizado. Aos poucos, foi conquistando clientes e entendendo que aquilo era, de fato, o que queria para a vida. Tentou, por um tempo, conciliar a rotina de compradora com os atendimentos, mas percebeu que não conseguia se dedicar de corpo e alma às duas coisas ao mesmo tempo. Escolheu as unhas. Passou por diferentes fases — atendendo em casa, depois buscando novos espaços — até que, em março de 2026, entrou em parceria com uma amiga podóloga e manicure e as duas abriram um espaço próprio. Hoje, trabalhando com alongamento de unhas, Maria José diz ter encontrado na profissão não apenas uma carreira, mas algo que realmente ama fazer.

Sua evolução técnica veio de uma combinação entre formação e prática constante. Em 2024, fez o primeiro curso com a Rafa Poppet, de fibra e molde russo, onde construiu a base da profissão. Em 2025, buscando se aperfeiçoar, estudou molde F1 com Joyce Sousa, seguindo em frente com prática diária e aprimoramento contínuo da técnica. Já em 2026, voltou a estudar com Rafa Poppet, agora em um aperfeiçoamento de molde F1 e nail art. Cada curso lhe ensinou algo novo, mas foi praticando, errando, corrigindo e persistindo que foi ganhando segurança e desenvolvendo um trabalho com identidade própria.

O maior desafio ao longo dessa trajetória, ela reconhece, tem sido a captação de clientes e a divulgação do próprio trabalho nas redes sociais — sente dificuldade em se expor, produzir conteúdo, manter constância nas postagens, algo que hoje sabe ser essencial para quem atua na área da beleza. Mesmo assim, é grata por ver seu trabalho crescer principalmente por indicação: prova de que um trabalho feito com amor, dedicação e qualidade transforma as próprias clientes em divulgadoras. Ainda assim, é algo que segue querendo vencer — se posicionar mais, aparecer mais, alcançar mais gente.

Três presenças marcaram profundamente essa trajetória. Primeiro, sua fé: Maria Ferreira credita a Deus a força, a coragem e os caminhos que a trouxeram até aqui. Depois, o marido, seu primeiro grande incentivador, que acreditou nela desde o início, a apoiou a fazer o curso e, principalmente, a não desistir nos momentos difíceis — foi ele quem a ajudou a dar o primeiro passo. E há também as duas instrutoras que moldaram sua formação: Rafa Poppet, cuja trajetória ela admira profundamente por saber o quanto não foi fácil chegar até onde chegou, e Joyce Sousa, por quem nutre um carinho especial — não só pelo trabalho, mas pela pessoa que é, pelo cuidado com as alunas e pela assistência que continua oferecendo mesmo depois do curso encerrado. Foi através de Joyce, inclusive, que Maria teve a oportunidade de participar do Visitando Nails, canal no YouTube dirigido pela instrutora, e contar um pouco da própria história — uma experiência que descreve como um verdadeiro presente.

Hoje, o que a motiva a levantar todos os dias é a certeza de que trabalha com algo que ama e que lhe traz paz. Sabe que vai sair de casa para encontrar clientes que, muitas vezes, já se tornaram amigas — momentos de conversa, risada, distração, às vezes até de choro compartilhado. Valoriza especialmente a flexibilidade que a profissão lhe proporciona: poder organizar o próprio tempo e, quando necessário, estar presente para a família sem abrir mão do compromisso com as clientes. Hoje ela sente que não está simplesmente saindo de casa para trabalhar — está indo construir uma vida mais leve, mais cheia de propósito.

Sua relação com as clientes é, nas palavras dela, simplesmente maravilhosa. Cada uma carrega sua própria harmonia, personalidade e essência — algumas mais requintadas, outras mais extravagantes, algumas engraçadíssimas — e é exatamente essa diversidade que torna cada atendimento especial. Muitas chegam para fazer as unhas e acabam ficando para conversar, rir, desabafar, compartilhar um pouco da própria vida. Seu espaço, aos poucos, foi se tornando um lugar onde as clientes se sentem livres para serem elas mesmas — e por isso Maria Ferreira não consegue destacar uma única história: cada cliente ocupa um lugar próprio na sua trajetória.

Atualmente, trabalha com molde F1, molde russo e fibra, sempre avaliando cada unha de forma individual, de acordo com o estado da unha natural e o desejo de cada cliente. Suas técnicas preferidas são o molde russo e o F1, e seu estilo pessoal caminha para a naturalidade — alongamentos delicados, elegantes, que preservam a aparência de unha natural. Mas também se entrega de coração aos desafios: quando a cliente pede uma decoração mais elaborada ou extravagante, ela encara com o mesmo carinho, sempre em busca de entender a essência de quem está ali na sua frente.

Olhando para trás, se sente honrada e privilegiada por perceber até onde chegou em tão pouco tempo — apenas dois anos e meio de trajetória. Enxerga nisso a graça de Deus, somada à própria força de vontade, dedicação e, claro, à confiança de cada cliente que passou pelo seu espaço e deixou um pedacinho de sua própria história ali. Se sente realizada e grata, mas com o coração ainda cheio de sonhos — sabe que essa é apenas a primeira página de uma história maior. Um desses sonhos já tem data para começar a se desenhar: ministrar seus próprios cursos, projeto que pretende tirar do papel em 2027. Hoje já sente uma procura grande por parte de outras mulheres interessadas em aprender com ela, mas o espaço compartilhado onde atua ainda limita essa possibilidade. Seu objetivo é conquistar um ambiente exclusivo, capaz de oferecer às futuras alunas privacidade, conforto e a experiência de aprendizado que ela mesma valoriza tanto — não apenas uma técnica, mas uma vivência completa.

A mensagem que Maria Ferreira deixa para outras mulheres nasce da própria experiência:

nunca desistam dos sonhos, e nunca digam “eu não consigo” antes de tentar

Ela mesma, quando a amiga a indicou para o curso, pensou em recuar — afinal, nunca havia pegado em um alicate na vida. Mas decidiu se desafiar, se dar uma chance. Hoje sabe que, muitas vezes, o que nos impede de realizar um sonho não é a falta de capacidade, mas o medo de tentar. “Entregue seus sonhos primeiramente a Deus, confie, tenha coragem e persista. Talvez o caminho não seja fácil, mas, se você não desistir, você vai chegar lá. Nunca diga ‘eu não consigo’. Diga: ‘eu ainda não consegui, mas vou tentar até conseguir’.”

Maria Ferreira atende em Valparaíso de Goiás e compartilha seu trabalho pelo Instagram @mariaf.naildesigner19.

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